O rebanho bovino
leiteiro brasileiro é composto predominantemente (80%) por animais de raças
zebuínas ou de seus cruzamentos, pois esses animais são mais adaptados às
condições tropicais do nosso país. Eles apresentam desempenho razoável mesmo
quando mantidos em pastos pouco nutritivos ou mal manejados. A adubação de
pastagens, a produção e a conservação de alimentos para a época da seca e/ou de
inverno e uma boa infraestrutura aumentam a produção e a produtividade
leiteira. Na atividade leiteira, o potencial genético do animal, em boas condições
de criação, permite o máximo desempenho produtivo. A genética da vaca é,
portanto, um dos mais importantes itens e influencia substancialmente na
produção de leite. O uso de raças especializadas, como a holandesa e a jersey,
permite a otimização da produção e do capital investido. Essas vacas apresentam
alta produção e períodos de lactação maiores.